PIPAS
Puritanos opacos
E suas lamúrias falaciosas
A perfeição em pessoa
Arrastando seus panos longos
Julgam-se melhores
Acreditam em tudo
Reparam em todos
Não têm espelho
São melhores que a chuva
Cantam hinos de divagação
Sabem menos que uma formiga
Cabem no estreito
Vão com qualquer vento
e não sabem mais voltar
Querem ser os primeiros
Gostam de apontar
São suas vestes e cabelos
Como a falta de tempero
Só seguem o que há
São amor e desespero
E não o mundo que virá
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