A VITÓRIA E A CULPA
A intenção do que fere é ferir-se
E precipita-se em direção ao breu
Vê-se em sua face nitidamente o amargor
As cascas estão no chão
Há medo por toda parte
E cada parte é um todo irreal
A pretenção do vilão é trair-se
Enxerga ele um refúgio no que é mal
Severas palavras não o repreendem
Magoa sem dó
Apunhala indefesas almas
O tiro sempre retorna e cobra o preço
O sacrifício por não se dominar é um só
A dilaceração das bençãos
O prêmio ao vencedor é o resto
O resto do sofrimento que a vida calou
Passos em direção ao nada
pensamentos nostálgicos
E o que esse perdedor alcança?
Nem a redenção nem a condenação
Apenas o gosto
E gosto desaparece
Lembranças não.
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